Quantas histórias no mundo têm o privilégio de ter a sua própria trilha sonora?
A história do Festival MPB de Ilha Solteira é uma das raras que podem ser contadas única e exclusivamente através da música. Cada uma das notas, melodias e interpretações executadas ao longo dos últimos 33 anos são responsáveis pela ressonância que o Festival tem hoje em todo o território nacional.
São pelo menos 11.000 ângulos diferentes para se cantar uma mesma história, como se cada uma das mais de 11.000 canções inscritas até hoje fossem o testemunho da evolução e da maturidade deste evento. "Da Cor da Bahia" a "Mira", ambas as canções premiadas no Festival, entre rimas, versos, aspirações, lutas e paixões. Mas é para isso que são feitos os espaços. Para serem preenchidos, de preferência com música de primeiríssima qualidade.
Afinado com os grandes festivais de música popular brasileira como os promovidos pela TV Excelsior e Record, o Festival de Ilha Solteira teve seu primeiro eco em 1971 com a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. A cidade recebia migrantes vindos de todas as partes do país em busca de melhores condições de vida e de trabalho, e a política local era a de avalizar este sonho dourado, criando oportunidades de desenvolvimento para todos na área da educação e cultura.
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